O sistema educativo no ponto de vista da Psicologia do Trabalho e das Organizações verificam-se os seguintes modelos alternativos da análise da escola como organização:
a) Modelo político: que surge quando o conceito de poder é usado para resolver conflitos, para negociar os acordos estratégicos do funcionamento das organizações e o seu espaço físico dos indivíduos para obter mais poder e para reestruturar a própria organização. Este modelo apresenta quatro conceitos de importância capital como o interesses, conflito, poder e negociação.
b) Modelo de ambiguidade: está associadas à anarquia organizada e sistema debilmente articulado.
c) Modelo cultural: relaciona-se com o que se passa na escola de modo a compreender as evidências. A cultura deve ser entendida e partilhada pelos membros da organização no sentido de orientarem as suas ações, das relações psicossociais e dá-se primazia ao mundo representativo em detrimento do operativo. A escola é vista
d) Modelo de ecossistema: entende que o contexto adquire um caracter determinante. Enfatiza-se o caracter de forma global tendo em atenção outras realidades que também exercem processos sistemáticos de intervenção e, a incidência que fatores contextuais mais amplos .
O modelo do vídeo fornecido pelo Professor (RSA Animate – Changing Education Paradigms – Ken Robinson),todos os países do mundo estão a reformar a educação pública, devido a duas razões: económica e cultural num processo de globalização que torna o sistema escolar standards de performance (Bobbitt, 1913), através de um plano detalhado, a educação é comparada a uma indústria produtiva, onde a eficiência depende da centralização da autoridade e de uma direção supervisora em todo o processo educativo. Tal como refere Bobbit (1926, p.1) “a civilização é um sistema de atividades (…) o negócio da educação é, hoje em dia, o de ensinar o desenvolvimento individual, tão rápido como a sua natureza original o permite, e realizar eficazmente aquelas atividades que constituem o mais recente e o mais alto nível de civilização.”. Com base nesta ideia podemos verificar que o modelo blended learning “é um derivado do E-learning, e refere-se a um sistema de formação onde a maior parte dos conteúdos é transmitido em curso à distância, normalmente pela internet, entretanto inclui necessariamente situações presenciais, daí a origem da designação blended, algo misto, combinado. Este pode ser estruturado com atividades síncronas, ou assíncronas, da mesma forma que o e-learning, ou seja, em situações onde professor e alunos trabalham juntos num horário pré-definido, ou não, com cada um a cumprir suas tarefas em horários flexíveis. Entretanto o blended learning em geral não é totalmente assíncrono, porque exigiria uma disponibilidade individualizada para encontros presenciais, o que dificulta o atendimento.”
Contudo, Alvin e Heidi Toffler refere que o sistema educativo vigente na maioria dos países estão a tornar-se obsoleto.
No meu prisma e observando o estado educativo atual, concordo com esta ideia no que toca a uma adequação do sistema educativo vigente à realidade contemporânea.
Numa sociedade tecnocrática, onde os estudantes são expostos a cada vez mais estímulos extrínsecos, torna-se imperativo que a Educação se adeque às suas particularidades, no sentido de criar um sistema efetivo e de qualidade que apresente respostas válidas às problemáticas apresentadas.
A noção de “produção em linha”, abordada por Alvin, torna-se portanto pertinente. O facto do Sistema Educativo vigente continuar a apostar num currículo standartizado, onde a resolução para as dificuldades encontradas consiste basicamente no “aumento das horas de trabalho” é, a meu ver, uma das suas maiores falhas. O Sistema deve adequar-se ao presente, capitalizando da proficiência tecnológica do aluno atual (tendo as TIC um papel preponderante) e desta maneira desenvolver de forma mais preponderante as suas capacidades. É imperativa uma mudança da mentalidade educativa, passando a focar-se naquilo que “funciona” e não naquilo que “funcionava”.
Tendo em conta avanço tecnológico que poderá causar uma descaraterização cultural nos estudantes, aponto numa “linha oposta”, onde esse já referido avanço tecnológico pode ser fundamental para a promulgação dos valores e da história cultural de uma nação, até porque a sociedade atual é marcada pela circulação “instantânea” da informação. A falta de adequação dos Sistemas Educativos vigentes na maioria dos locais causa aquilo que considero uma “falência educativa”, porque tal como Muñoz e Roman salienta «A visão produtiva da escola acentua a importância da eficácia (adequação dos resultados aos objetivos previstos) e da eficiência (uso adequado dos recursos): planificação precisa e ajustada, direção por objetivos, controlo minucioso da qualidade, seleção e promoção do pessoal diretivo e docente» (Muñoz e Roman, 1989, p. 74).
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Educação
"A Educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através dela que a filha de um camponês se torna médica, que o filho de um mineiro pode chegar a chefe de mina e que um filho de trabalhadores rurais pode chegar a presidente de uma grande nação." - Nelson Mandela, Prémio Nobel da Paz, 1993.
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